sábado, 10 de abril de 2021

Desafios de Física 2.0

Questão 1) (ITA 2019) Considere duas partículas de massa m, cada qual presa numa das pontas de uma corda, de comprimento l e massa desprezível, que atravessa um orifício de uma mesa horizontal lisa. Conforme mostra a figura, a partícula descreve um movimento circular de raio r e velocidade angular ω1. A partícula suspensa também descreve esse mesmo tipo de movimento, mas com uma velocidade angular ω2, estando presa a uma mola de constante elástica k e comprimento natural desprezível, mantida na horizontal. Sendo g o módulo da aceleração da gravidade e θ o ângulo de suspensão da corda com a vertical, a razão (ω21)² é dada por:


Questão 2) (ITA-2015) Uma pequena esfera metálica, de massa m e carga positiva q, é lançada verticalmente para cima com velocidade inicial Vo em uma região onde há um campo gravitacional elétrico de módulo E, apontando para baixo, e um gravitacional de módulo g, ambos uniformes. A máxima altura que a esfera alcança é:
a) V0²/2g
b)qE/mV0
c) V0/qmE
d)mV0²/2(qE + mg)
e)[3mEqV0/8g]

Questão 3) (ITA 2007)


Questão 4) (ITA 2007)




Resoluções:
Questão 1) (ITA 2019)
I) Primeiramente, temos a seguinte relação para a força centrípeta da partícula de cima:

Fcp=T=m(ω1)²r (i)

II) Para a partícula de baixo, temos:

P= T cos θ => T= mg/cos θ (ii)

Igualando i e ii

m(ω1)²rmg/cos θ
1)²rg/cos θ
1)²=g/(• cos θ) (iii)

III) Ainda na partícula de baixo, temos:
Tsen θ + kR= m2)²R (iv)

Da figura abaixo, descobrimos que:



R/(l - r)= sen θ
R= (l - r)sen θ (v)

(v) em (iv)

Tsen θ + kR= m2)²
Tsen θ + k(l - r)sen θ= m 2)²(l - r)sen θ 

Simplificando
T + k(l - r)= m2)²(l - r) => 2)²=[T + k(l - r)]/[m(l - r)] (vi)

IV) Dividindo (vi) por (iii)
21)² ={[(mg/cos θ) + k(l - r)]}/m(l - r)}/[g/(• cos θ)]
21)² = {[(mg/cos θ) + k(l - r)]}/m(l - r)} • [(• cos θ)/g]
21)² = • [(mg + k(l - r)cos θ)/mg(l - r)]

Resposta: 21)² = • [(mg + k(l - r)cos θ)/mg(l - r)]. Item a

Questão 2) (ITA 2015)
I) Visto que as forças atuantes no sistema são a gravitacional e a elétrica, ambas apontando para baixo, teremos a seguinte aceleração para o sistema:

Fr= Fe +P
 ar= qE + mg
ar= (qE + mg)/m

II) Sabe-se que a velocidade vertical da esfera será nula na altura máxima:

V²= V0² + 2arHmáx  (tomando como positivo o referencial para cima)
0=V0² - 2[(qE + mg)/m]Hmáx
2[(qE + mg)/m]Hmáx= V0² 
Hmáx= V0²/2[(qE + mg)/m]
Hmáx= mV0²/2(qE + mg)

Resposta:mV0²/2(qE + mg) Item d

Questão 3) (ITA 2007)
I) Primeiramente, as duas primeiras molas de constante elástica K1 encontram-se em paralelo e, sendo assim, equivalem uma mola de constante elástica Keq1.

Keq1= K1 + K1= 2K1

II) As três molas de constante elástica K2 também encontram-se em paralelo e, sabendo disso, descobrimos que equivalem a uma mola de constante elástica Keq2.

Keq2= K2 + K2 + K2= 3K2

III) Nesse caso, o sistema reduz-se a um sistema de duas molas em série com constantes elásticas Keq1 e Keq2, como na figura abaixo:




A constante elástica k da mola osciladora do sistema será:

K= (1/Keq1) + (1/Keq2)= (Keq2 + Keq1)/(Keq1 • Keq2)
K=( 3K2 + 2K1)/(2K1 • 3K2)=(2K1 + 3K2)/(6K2K1)

IV)  A frequência de oscilação do sistema fica igual a:

f=(1/2π) (K/m)
f=(1/2π) √{[((2K1 + 3K2)/(6K2K1)]/m}
f= (1/2π) √{6K1K2/[m(2K1 + 3K2)]}

Resposta: f= (1/2π) √{6K1K2/[m(2K1 + 3K2)]}

Questão 4) (ITA 2007)

Por definição, a imagem virtual é aquela que fica atrás do espelho. Sabendo disso, infere-se que a distância de B a imagem é representada pelo segmento A'B na figura abaixo


Lembrete: todas as medidas estão em metros

Pelo teorema de Pitágoras no triângulo A'TB na figura:

A'B²= 5² + (2 + 3)²= 5² + 5²= 2 • 5²
A'B²• 5²  => A'B=52 m

Resposta: A'B=52 m

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram o meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens.  
Quem tiver dúvidas, pode comentá-las. Espero ter ajudado, principalmente em meio a esta situação da pandemia. 






quarta-feira, 10 de março de 2021

Desafios de física 1.0

Questão 1)- (ITA 1999) Um relógio de pêndulo, construindo de um material de coeficiente de dilatação linear α, foi calibrado a uma temperatura de 0 °C para marcar um segundo exato ao pé de uma torre de altura h. Elevando-se o relógio até o alto da torre observa-se um certo atraso, mesmo mantendo-se a temperatura constante. 
Considerando R o raio da Terra, L o comprimento do pêndulo a °C e que o relógio permaneça ao pé da torre, então a temperatura para a qual obtém-se o mesmo atraso é:
a) 2h/αR
b)[h(2R + h)]/αR²
c) [(R + h)² - R]/αLR
d) [R(2h + R)]/[α(R + h)²]
e) (2R + h)/αR

Questão 2) - (ITA 1998) Um caixote de peso W é puxado sobre um trilho horizontal por uma força de magnitude F que forma um ângulo θ em relação a horizontal, como mostra a figura. Dado que o coeficiente de atrito estático entre o caixote e o trilho μ, o valor mínimo de F, a partir de qual seria possível mover o caixote é:



Questão 3)- (ITA 2008) Na figura, um bloco sobe um plano inclinado, com velocidade Vo. Considere μ o coeficiente de atrito entre o bloco e a superfície. Indique a sua velocidade na descida ao voltar a posição inicial.




Questão 4) (ITA 2005)


a) cos β=(1-  ρsp) cos α 
b) sen 2β= (1-  ρsp) sen 2α 
c) sen 2β= (1 +  ρsp) sen 2α
d) sen 2β= sen 2α/(1 +  ρsp) 
e) cos 2β= cos α/(1 +  ρsp) 

Resoluções:
Questão 1)-(ITA 1999)
I) De início, o tempo marcado no pêndulo a uma altura h e temperatura constante é:

T=2π (L/g)

Sendo g= GM/(R +h)², teremos
T= 2π √{L/[GM/(R +h)²}
T= 2π √{(R + h)²L/ GM}
T=2π(R + h)(L/GM) (eq.i)

II) Considerando o pêndulo na superfície da Terra (h=0) e com temperatura diferente de °C (logo com L' diferente de L por dilatação linear), teremos o seguinte período
T=2π(R + h)√[L'/GM]

Sendo L'= L(1 + α∆T) e ∆T=T - 0= T.
T'=2πR√[L'/(GM)]
T'=2πR√{[L(1 + αT)]/(GM)} (eq.ii)

III) Visto que a questão estabelece que as duas situações trabalhadas apresentam o mesmo atraso e, consequentemente, o mesmo período, eq.ii= eq.i. Com isso, teremos:
T'=T
2πR√{[L(1 + αT)]/(GM)}2π(R + h)(L/GM)

Simplificando:
R√{[L(1 + αT)]/(GM)}(R + h)(L/GM)

Elevando os termos ao quadrado

R² [L(1 + αT)]/(GM)= (R + h)² L/(GM)

Simplificando novamente:
R² + R²αT= R² + 2Rh + h²
R²αT= h(2R + h)
T= h(2R + h)/αR²

Resposta: Item b

Questão 2)- (ITA 1998)
I) Analisando as forças no sistema, teremos as seguintes relações:




N= W + Fy= W + Fsen θ
Fat=μ N
Fat= Fcos θ
 
III) Conhecidas as forças atuantes no caixote, teremos:
Fcos θ= Fat; Fat=μN=> Fcos θ= μN
Fcos θ= μ(W + Fsen θ)

Fcos θ=μW + μFsen θ
Fcos θ - μFsen θ= μW

F(cos θ - μsen θ)= μW
F= μW/(cos θ - μsen θ)

Dividindo o numerador e denominador da expressão por cos θ, teremos:

F=(μWsec θ)/(1 - μtg θ)

Resposta: Item d

Questão 3)- (ITA 2008)
I) De início, teremos as seguintes forças atuando no bloco:




Px=mgsen θ
N=mgcos θ
Fat=μN=μmgcos θ

A aceleração inicial do bloco será dada pela Segunda Lei de Newton:
F=ma= Px + Fat=mgsen θ + μmgcos θ
ma=mg(sen θ + μcos θ)
a= g(sen θ + μcos θ)

II) Considerando L a distância percorrida pelo bloco durante a subida e que sua velocidade é nula no ponto mais alto (visto que irá inverter o sentido de seu movimento posteriormente), teremos:

V²=Vo² - 2aL
0=Vo² -2g(sen θ + μcos θ)L
Vo² = [2g(sen θ + μcos θ)L]
L=Vo² /[2g(sen θ + μcos θ)]

III) Após a subida, haverá uma inversão de movimento e o bloco descerá. Logo, as forças atuantes nesse segundo movimento serão as mesmas, mas algumas apresentarão mudança de orientação. Sendo assim, teremos:





Px=mgsen θ
N=mgcos θ
Fat=μN=μmgcos θ

A aceleração final do bloco também será dada pela Segunda Lei de Newton. Logo:
F=ma'= Px - Fat=mgsen θ - μmgcos θ
ma'=mg(sen θ - μcos θ)
a'= g(sen θ - μcos θ)

IV) Visto que o bloco percorre a mesma distância L, a velocidade dele será:
V'²=V² + 2a'L
V'²=0 + 2g(sen θ - μcos θ)L

Substituindo L
V'²=2g(sen θ - μcos θ)L
V'²=2g(sen θ - μcos θ) •{Vo²/[2g(sen θ + μcos θ)]}
Simplificando
V'²= Vo² • [(sen θ - μcos θ)/(sen θ + μcos θ)]
V'= Vo • [(sen θ - μcos θ)/(sen θ + μcos θ)]

Resposta: Item b

Questão 4)- (ITA 2005)
I) Inicialmente, o projétil está sujeito apenas a força peso. Logo, seu alcanço será dado por:

A= (Vo² sen 2α)/g

II) Quando o sistema é preenchido com o superfluido, o projétil estará sujeito ao empuxo desse último e ao seu próprio peso. Logo, a gravidade aparente do sistema será:

m gap = P - E= mg - ρsV g


Sendo m=ρp

ρpV gap pV g - ρsV g

Simplificando:

ρpgap=g (ρp -  ρs)

gap=g (ρp -  ρs)/ρp

O alcance do projétil nessa situação será:

A'= (Vo² sen 2β)/gap 

A'=  (Vo² sen 2β)/[g (ρp -  ρs)/ρp]

A'= ρp(Vo² sen 2β)/[g (ρp -  ρs)]

III) Visto que a questão diz que os alcances obtidos nas duas situações são iguais, teremos A'=A. Logo:

A'=A

ρp(Vo² sen 2β)/[g (ρp -  ρs)]= A= (Vo² sen 2α)/g

Simplificando:

ρp(sen 2β)/[(ρp -  ρs)]= (sen 2α)

(sen 2β)= (sen 2α) [(ρp -  ρs)/ρp]

(sen 2β)= (sen 2α) [(1-  ρsp)]

Resposta: Item b

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram o meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens.  Gostaria também de agradecer ao seguidor Lucas Freire por ter sugerido o Desafios de Física há um tempo. Apesar de ter demorado um pouco para elaborar essa ideia, consegui fazê-la. 
Quem tiver dúvidas, pode comentá-las. Espero ter ajudado, principalmente em meio a esta situação da pandemia. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Arco metade do seno, cosseno e tangente- demonstração geométrica

Introdução:

No estudo da trigonometria, as fórmulas de adição e subtração de arcos são essenciais, visto que facilitam o cálculo do seno, cosseno e tangente dos arcos. Nesse mesmo contexto, existem as fórmulas de arco metade. Nesse artigo, será apresentada uma maneira de chegar nessas fórmulas.

Demonstração:

I) Considere o triângulo isósceles ABC na figura abaixo:



Pela Lei dos Cossenos, teremos:

L²= x² + x² - 2 • xx• cos (α)
L²= 2x² - 2x² • cos (α)
L²= 2x² • (1- cos (α)) (eq.i)

II) Traçada a altura do triângulo como na figura abaixo, teremos por trigonometria nos triângulos ABH e AHC:



sen (α/2)= BH/ AB= HC/AC= (L/2)/x= L/2x => L= 2x • sen (α/2) 

Elevando os termos ao quadrado
L²= 4x² • sen² (α/2)  (eq.ii)


III) Visto que L²=L², teremos eq.ii=eq.i. Assim:
L²=L² => 4x² • sen² (α/2)= 2x² • (1- cos (α))

Simplificando a expressão:

• sen² (α/2)= (1- cos (α))

sen (α/2)= ±[(1- cos (α))/2]

IV) Para obtermos cos (α/2), substituiremos sen² (α/2)= 1 - cos² (α/2) na expressão 
 sen² (α/2)= (1 - cos (α)). Com isso, teremos:

• sen² (α/2)= (1- cos (α))
• (1 - cos² (α/2))(1- cos (α))
2 - 2cos² (α/2)= 1 - cos (α
2 - 1  + cos (α) = 2cos² (α/2)
1 + cos (α) = 2cos² (α/2) => cos (α/2)= ±[(1 + cos (α))/2]

cos (α/2)= ±[(1 + cos (α))/2]

V) Para obtermos tg (α/2), basta dividirmos sen (α/2) por cos (α/2):

tg (α/2)=[sen (α/2)]/[cos (α/2)]
tg (α/2)=±[(1- cos (α))/2]/±[(1 + cos (α))/2]

tg (α/2)=±[(1 - cos (α))/(1 + cos (α))]

Agradecimentos:

Agradeço a todos que prestigiaram o meu blog e espero que gostem das atuais e futuras postagens.  Desejo também a todos os leitores um ano de 2021 cheio de felicidades e saúde.
Quem tiver dúvidas, pode comentá-las. Espero ter ajudado, principalmente em meio a esta situação da pandemia.